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Bikes levam novo clima ao velho centro de SP

Ciclofaixa de 7 km é inaugurada e passa pelos principais pontos históricos da cidade

VALÉRIA FRANÇA – O Estado de S.Paulo

As bikes dominaram neste domingo, 24, as ruas de São Paulo em eventos que estenderam as comemorações do Dia Mundial Sem Carro. Às 9 horas, teve a Bicicromia, festa que reuniu cicloativistas e grafiteiros conhecidos, como Paulo Ito e Mundano, na ciclovia da Marginal do Pinheiros, na zona sul. Na mesma hora, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) estava no Parque do Ibirapuera, também na zona sul, entregando cinco bicicletas elétricas – a primeira de um lote de 50 – à Guarda Civil Metropolitana.

 

Com duas semanas de atraso, neste domingo também foi inaugurada a ciclofaixa turística do centro velho da cidade, que passa pelos principais pontos históricos, como o Pátio do Colégio, a Praça da Sé e o Mosteiro de São Bento.

O trajeto tem sete quilômetros, a partir do centro, passando pela Praça da Liberdade e Rua Vergueiro, até a altura da Estação Paraíso do Metrô, onde se une com a Ciclofaixa de Lazer da Avenida Paulista.

O percurso do centro vai abrir todo domingo, das 7 às 16 horas. Ontem, passaram por ali, segundo a empresa gestora do projeto, 10 mil ciclistas, três vezes menos do que o movimento registrado na Avenida Paulista – o trajeto do centro, porém, não teve a mesma divulgação da ciclofaixa da Avenida Paulista, aberta no dia 2. Ontem, muita gente se surpreendeu ao ver ciclistas na região.

Domingo sempre foi o pior dia para visitar o centro. Poucos turistas se aventuram pela região, geralmente deserta durante o fim de semana.

Nesta domingo, 24, o clima era bem mais animado. “É importante trazer a ciclofaixa para cá. É uma forma de ajudar o centro, que terá sua recuperação garantida quando as pessoas voltarem a frequentá-lo”, disse Kassab, na inauguração oficial do trajeto, na frente do Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo.

O prefeito pedalou em um trecho curto na ciclofaixa. Depois voltou a pedalar, com mais gosto, na frente da Prefeitura, em uma bike elétrica.

O percurso. A reportagem testou o trajeto, que segue pela motofaixa que já estava desenhada no chão da Rua Vergueiro – portanto, é mais estreita do que uma pista regular de carros. E isso forma uma fila indiana de bikes. Não dá para passear em dupla nem ficar de papo no caminho.

Ao terminar na Avenida Liberdade, chegando na Praça da Sé, falta sinalização. Teve ciclista que se perdeu, e pegou a contramão da Rua Tabatinguera.

Com a bike, foi possível sentir melhor como está a manutenção das vias. A Rua Boa Vista, por exemplo, está muito esburacada e cheia de obstáculos. Havia até caçamba no meio da ciclofaixa. Kassab prometeu recuperar a pista.

O S.O.S. Bike, o socorro gratuito, prometido pela gestora da ciclofaixa, não funcionou muito bem. O pneu da bike da reportagem furou e, quando finalmente um mecânico foi encontrado, não tinha remendo para a câmera. Depois de 15 minutos, ele voltou com o material e fez o conserto. Um quarteirão depois, o pneu novamente deu problema.

Legado. “Em Paris, há um ciclofaixa que leva ao Louvre”, diz Felipe Aragonez, de 27 anos, presidente do CicloBR, instituto de fomento à mobilidade sustentável. “Agora, temos uma ciclofaixa pintada no chão dos calçadões que levam aos principais pontos históricos da cidade. Isso já é um legado. É de fato um grande avanço para a cidade.” Com a inauguração de ontem, São Paulo passou a ter 41 km de ciclofaixas, por onde circulam 100 mil pessoas por domingo.

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