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Bancos captam com letras financeiras

Os bancos Mercedes-Benz e Paraná Banco aproveitaram o momento de maior apetite dos investidores por ativos de prazo mais curto e com taxas atrativas e fecharam captações com a emissão de letras financeiras, no valor de R$ 200 milhões cada. Os títulos de captação bancária possuem características semelhantes a debêntures de empresas.

A intenção inicial do Paraná Banco era captar até R$ 150 milhões, mas diante da demanda dos investidores, que alcançou os R$ 270 milhões, a oferta foi ampliada, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da instituição, Laercio Schulze.

Com a procura, o banco conseguiu reduzir o custo da captação e pagará aos investidores juros equivalentes a 117,2% da taxa interfinanceira (CDI). O teto proposto pelo banco era de 118% do CDI. Apesar da redução, o diretor do Paraná Banco diz que a taxa ainda ficou acima do que a instituição normalmente oferece. “Como era nossa primeira oferta pública de letras, decidimos oferecer um prêmio adicional ao investidor”, diz Schulze.

Os recursos levantados com a emissão, que possui prazo de dois anos, reforçarão o caixa do banco. O principal objetivo do banco foi diversificar as fontes de captação da instituição. Após a estreia considerada bem sucedida, a ideia é acessar o mercado de capitais anualmente com uma emissão pública de letras, segundo o executivo.

As letras financeiras foram criadas em 2009 como uma alternativa forma de funding mais estável para os bancos. Ao contrário dos tradicionais certificados de depósito bancário (CDB), que podem ser resgatados pelo investidor a qualquer momento, as letras possuem prazo mínimo de dois anos. Desde o fim de 2010, o instrumento é isento do recolhimento de compulsório.

O Banco Mercedes-Benz estreou nesse mercado no ano passado e na semana passada realizou sua segunda emissão. Com vencimento em dois anos, as letras renderão ao investidor o equivalente a 106,5% da taxa interbancária (CDI), abaixo do teto proposto pelo banco, que era de 107,8% do CDI, segundo fontes de mercado. Procurado, o banco não comentou o assunto.

Ambas as ofertas de letras foram realizadas conforme a Instrução nºº 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que dispensa o registro na autarquia, desde que a operação seja destinada a, no máximo, 20 investidores.

 Fonte: Valor Econômico de 11.12.2013.

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