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Após fusão, Azul e Trip reestruturam comando

Executivos da Azul deixaram a empresa e serão substituídos por profissionais da Trip

Marina Gazzoni, de O Estado de de S.Paulo

SÃO PAULO – A fusão de Azul e Trip já provocou mudanças no alto escalão das empresas. Pelo menos dois executivos da Azul deixaram a companhia e terão seus cargos ocupados por profissionais da Trip, segundo o Estado apurou com fontes próximas às empresas. As duas companhias anunciaram a fusão das operações em 28 de maio e pretendem formar uma única empresa até o fim do ano.

O vice-presidente comercial, de marketing e de TI da Azul, Paulo Nascimento, e o diretor de relações institucionais da companhia, Adalberto Febeliano, se desligaram da empresa ontem. O cargo de diretor de relações institucionais da nova empresa será ocupado por Victor Celestino, que tem posição equivalente na Trip, apurou o Estado.

Segundo o jornal O Globo, o atual presidente da empresa, Pedro Janot, também deixará o cargo. O próprio David Neeleman, fundador da companhia e atual presidente do conselho, assumirá a função. Janot continuará no conselho de administração da empresa.

O presidente da Trip, José Mario Caprioli, passará a ser vice-presidente de operações da Azul. O cargo estava vago desde maio deste ano, quando o comandante Miguel Dau saiu da empresa. Desde então, o diretor técnico da Azul, Flávio Costa, exercia a função interinamente.

A presença de executivos da Trip na diretoria da Azul já estava prevista desde que a fusão foi desenhada, apurou a reportagem. Até o fechamento desta edição, a Azul não confirmou as informações e nem se pronunciou.

Febeliano e Nascimento ingressaram na Azul em meados de 2008 e participaram do processo de lançamento da companhia aérea no mercado brasileiro. Neeleman anunciou a criação da Azul em março de 2008 e a companhia começou a voar em dezembro daquele ano.

Nascimento foi um dos executivos que mais ascendeu na empresa. Ele entrou na companhia em abril de 2008 com a missão de implementar a área de tecnologia (TI). Oito meses depois, assumiu também a diretoria comercial e, há um ano, foi promovido a vice-presidente.

Fusão. Azul e Trip vão se unir e formar a companhia que voa para o maior número de destinos no Brasil – são 99 aeroportos atendidos – e a terceira em volume de passageiros transportados.

Até que a fusão seja aprovada pelas autoridades brasileiras, as duas empresas passam a fazer parte da holding Azul Trip, na qual os acionistas da Azul têm 67% de participação e, os da Trip, 33%. Após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as duas empresas terão uma única estrutura societária. Em entrevista ao Estado no início de agosto, o presidente da Trip afirmou que sua expectativa era de que o processo estivesse concluído até o fim do ano.

A integração das empresas já está avançando. Elas solicitaram à Anac no fim de julho a autorização para realizar o code share (compartilhamento de voos). Na prática, a Azul poderá vender passagens da Trip em seu site e os passageiros só farão um check-in em conexões entre os voos das duas empresas.

O negócio representa um avanço da Azul no mercado de aviação regional, liderado pela Trip. A estratégia é usar aeronaves menores, os turboélices ATR, para voar para buscar passageiros no interior e alimentar as rotas principais. As líderes do setor aéreo TAM e Gol, donas de 75% do mercado doméstico brasileiro, não voam para cidades pequenas, mas competem diretamente com a Azul nas rotas de maior densidade.

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