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ANP sugere áreas para 1ª Rodada do pré-sal

Por Marta Nogueira | Do Rio

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) submeteu à aprovação da presidente, Dilma Rousseff, as áreas para serem ofertadas na 1ª Rodada de blocos exploratórios de petróleo, nas áreas do pré-sal, previsto para novembro. Estimativas preliminares da agência reguladora sugerem a possibilidade de volume recuperável de 10 bilhões de barris de petróleo nessas áreas do pré-sal.

Magda Chambriard, diretora-geral da ANP, disse que o volume foi previsto com base em sísmicas de duas dimensões (2D) realizadas pela agência. Magda ponderou, no entanto, que o grau de incerteza em relação às previsões ainda é muito alto. As previsões estão sujeitas a incertezas técnicas e comerciais e se referem a uma estimativa de volumes potencialmente recuperáveis.

Já para as áreas que serão ofertadas na 11ª Rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo, a previsão, com base nas mesmas sísmicas 2D, é de volume recuperável de cerca de 7,5 bilhões de barris de petróleo. Para se ter uma ideia, até 2011, o total de reservas provadas no Brasil atingiu 15,1 bilhões de barris de petróleo. A 11ª Rodada está marcada para os dias 14 e 15 de maio, com a oferta de 289 blocos em onze bacias sedimentares.

Para que se tenha uma previsão mais precisa do volume recuperável será necessária a realização de sísmicas em terceira dimensão e outras atividades que, segundo Magda, serão de responsabilidade dos vencedores do leilão. “A gente consegue mapear oportunidades exploratórias importantes baseadas em sísmicas 2D”, disse Magda, após participar de seminário técnico realizado pela a ANP.

O cobiçado reservatório de Libra, na Bacia de Santos, é uma das áreas propostas pela ANP para serem incluídas na concorrência do pré-sal, sob o regime de partilha. Além dele, estão áreas adjacentes a campos ou descobertas e outras áreas da Bacia de Santos.

Magda descartou que as duas rodadas a serem realizadas ainda este ano, após a 11ª Rodada, sofram flexibilização das exigências de conteúdo local. “Não tenho nenhuma indicação que isso vai mudar”, disse. A Petrobras e outras companhias do setor pediram o abrandamento das regras à ANP. Segundo Magda, as regras fazem parte de política do governo e tem como objetivo o longo prazo. “O gargalo que se enxerga agora certamente não existirá daqui a 10 ou 15 anos.”

Recentemente, a Petrobras decidiu transferir encomendas feitas no país para o exterior. “A Petrobras tem todo o direito de fazer encomenda onde ela quer, desde que cumpra o compromisso assinado em contrato”, disse. De acordo com Magda, a agência vai auditar os projetos da estatal e se o índice não estiver cumprido a petroleira será multada.

A ANP também não deve flexibilizar na cobrança do desenvolvimento de campos maduros do país. Recentemente a agência apresentou plano para o Campo de Roncador, na Bacia de Campos, e a Petrobras fez um pedido de revisão. “Estamos estudando, mas não acredito que tenha muito espaço para grandes revisões”, afirmou Magda. Esse é o primeiro plano dos dez que devem ser apresentados pela ANP para desenvolvimento.

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