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Aluguel tem variação de 0,2% em setembro

O Estado de São Paulo, Luiz Guilherme Gerbelli, 24

Os contratos de aluguel tiveram alta de 0,2% em setembro em relação a agosto na cidade de São Paulo, segundo pesquisa mensal do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). No acumulado de 12 meses, a valorização foi de 10,3%, a mais baixa desde março de 2010.

A valorização anual do aluguel novo se aproximou ainda mais de outros indicadores do mercado. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) – indicador tradicional usado para reajustar o aluguel – teve alta de 8,07% em setembro no acumulado de 12 meses. Para efeito de comparação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 5,28% no período. Em novembro do ano passado, por exemplo, o novo aluguel teve valorização anual de 19,77% – o IGP-M estava em 5,95%.

“No acumulado de 12 meses, o indicador vem mostrando uma adequação de mercado”, diz Mark Turnbull, diretor da vice-presidência de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP. “Mesmo assim, os aluguéis ainda estão altos”, afirma Turnbull. Para ele, ainda há uma procura grande por imóveis, enquanto a oferta permanece limitada. “A tendência é que aos poucos o reajuste vá se ajustando à inflação”, afirma.

No mês passado, os imóveis que tiveram maior reajuste no valor do aluguel foram os de um quatro (0,4%). Os imóveis com dois dormitórios tiveram aumento de 0,2%, enquanto os preços das moradias com três dormitórios ficaram estáveis.

O Secovi-SP também apontou que o Índice de Velocidade de Locação (IVL) – que mede a média de dias que um imóvel vago demora para ser ocupado – foi de 21,3 dias para casas e de 29,1 dias para apartamento. “Esse tempo também vem aumentando”, afirma Turnbull.

Vale negociar. Para fugir da valorização acima da média do novo aluguel, o inquilino deve sempre negociar para tentar diminuir o impacto do reajuste, sobretudo quando há uma boa relação com o proprietário. “O investidor sempre quer um bom inquilino que pague o aluguel em dia e que cuide bem do seu imóvel”, diz o diretor da vice-presidência de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP.

Um imóvel desocupado nem sempre é vantajoso para o proprietário, o que pode aumentar o poder de barganha do inquilino. “Com o imóvel desocupado, o proprietário tem de pagar o IPTU ou pagar um segurança porque não há ninguém habitando a moradia. Há, então, um espaço para negociação”, diz Turnbull.

Por enquanto, a solução para os inquilinos que não conseguem arcar com os reajustes tem sido migrar para os extremos da cidade, onde o valor pago pelo aluguel costuma ser menor.

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