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Aéreas estão em 'situação frágil', diz associação mundial do setor

Folha – MARIANA BARBOSA

Aéreas estão em ‘situação frágil’, diz associação mundial do setor

As companhias aéreas deverão lucrar US$ 3 bilhões este ano no mundo, número que representa uma margem de lucro de apenas 0,5%, segundo previsão da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo). A indústria é conhecida por margens pequenas, mas 0,5% em um cenário de baixo crescimento econômico mundial, alerta a IATA, pode facilmente virar prejuízo.

“A situação da indústria é muito frágil”, disse o presidente da IATA, Tony Tyler, durante a abertura da 68º encontro anual da entidade. “O lucro do setor está se equilibrando no fio da navalha.”

Se a receita global da indústria, prevista para US$ 631 bilhões este ano, ficar apenas 1% abaixo desse valor, o lucro de US$ 3 bilhões previsto se transformará em prejuízo de US$ 3 bilhões.

O principal risco que poderá transformar as perspectiva de lucro em prejuízo está a crise na Zona do Euro. “Se evoluirmos para uma crise de bancos, poderemos enfrentar uma recessão em todo o continente, arrastando o resto do mundo e reduzindo nossa lucratividade”, disse Tyler.

Já o preço do petróleo, grande vilão dos problemas financeiros das companhias, caiu nos últimos meses, aliviando a pressão de custos.

Mesmo assim, a estimativa da IATA é para uma média de US$ 110 o barril durante o ano. “O preço do petróleo está entre as principais razões para a nossa previsão de margem de lucro global tão anêmica.”

As empresas aéreas deverão gastar US$ 207 bilhões com combustível este ano, o que equivale a 34% de seus custos totais.

“Os riscos que assombram as companhias este ano estão menos do lado dos custos (como alta do preço do petróleo) e mais do lado da receita, com a perspectiva de redução da atividade econômica global”, resumiu Brian Pearce, economista-chefe da IATA.

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