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Ação da Oi cai na reta final da oferta

Após alguns pregões de quedas, as ações da Oi estão mais próximas do preço de R$ 2,40 sinalizado pela própria companhia para a sua oferta pública de ações. O papel PN fechou ontem a R$ 2,61. O preço da operação será definido no dia 28. As informações de mercado são de que a demanda pelos papéis, até o momento, está mais concentrada em investidores estrangeiros.

A oferta deverá somar pelo menos R$ 12,7 bilhões. Desse total, R$ 5,7 bilhões serão suportados por ativos da Portugal Telecom e o restante vai a mercado, sendo que R$ 2 bilhões já são garantidos por um fundo gerido pelo BTG Pactual.

A oferta acontece, portanto, parte em ativos, a valor fixo, e parte em ações, a valor variável. Por conta disso, quanto menor for o preço das ações na oferta, maior será a quantidade de ações entregues para a Portugal Telecom e maior a diluição para os atuais acionistas que não acompanharem a operação. A tele portuguesa, entretanto, não participa do processo de formação de preços no mercado.

Em ofertas de empresas já listadas é comum que as ações caiam na bolsa, com investidores pedindo desconto para ficar com novas ações. Mas no caso da operação da Oi, o preço mais baixo poderá não necessariamente significar que o investidor está tendo um desconto relevante. Isso acontece por conta do elevado endividamento da empresa. Os recuos da ação representam uma queda no valor de mercado mas não exatamente na mesma intensidade que impactam o chamado “valor da firma”, que soma as dívidas e o valor das ações.

A Oi apresentou a operação de fusão com a Portugal Telecom como um incremento em seu lado operacional, além de destacar um elevado potencial de sinergias.

Ontem, a empresa reapresentou o prospecto da oferta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com algumas informações adicionais na comparação com o documento divulgado no início do mês.

O novo prospecto traz uma conta de quanto poderá custar para a empresa um eventual exercício de direito de recesso pelos acionistas no momento da incorporação da Portugal Telecom pela nova companhia, que será decidido em assembleia. O desembolso bruto máximo seria de R$ 352 milhões e o líquido, que corresponde ao valor patrimonial das ações reembolsadas deduzido do valor equivalente ao preço de emissão dessas ações, de R$ 67 milhões, considerando que a oferta avalie a ação preferencial da empresa a R$ 2,88, valor próximo ao de mercado atual, utilizado para o cálculo.

A Oi reforça que o direito de retirada será verificado no momento da assembleia, com base nos parâmetros de liquidez e dispersão na data em que for realizada a assembleia, prevista para ocorrer durante o segundo semestre deste ano. Basicamente, para que as ações ordinárias da empresa não confiram o direito até o momento da assembleia, elas terão de estar no Ibovespa ou no IBRX-50.

O documento também informa que se houver direito de retirada, ele será para as ações que os acionistas detenham desde a divulgação da operação e que tenham sido mantidas ininterruptamente até a data do efetivo exercício do direito de retirada.

A empresa também detalhou participações diretas e indiretas detidas pelos atuais acionistas antes e depois da oferta. E informa que AG, LF Tel e BTG serão cotistas do fundo que comprará ações na oferta. Os outros atuais acionistas da controladora da Oi, a TmarPart, à exceção da Bratel Brasil, poderão decidir se participarão do fundo até a data do fechamento.

 

Fonte: Valor Econômico de 24.4.2014.

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