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A dança das cadeiras no mercado dos celulares

Companhias como Nokia, Motorola, LG e a dona do BlackBerry reinaram temporariamente no setor em que a coreana Samsung agora é a dona da bola.

 

Números da consultoria Garthner prenunciam o início da estagnação nas venda mundial de telefones celulares no primeiro trimestre

Cinco anos atrás, fabricantes como Samsung, Motorola, Nokia e RIM, dona do BlackBerry, sequer imaginavam que teriam uma concorrente do porte da Apple.

Cerca de 250 milhões de iPhones depois, essas empresas enfrentam um novo cenário, em que é preciso se reinventar para sobreviver. E nem a toda-poderosa Apple escapa da sina de um mercado extremamente dinâmico, que beira a consolidação.

Números da consultoria Garthner prenunciam o início da estagnação nas venda mundial de telefones celulares no primeiro trimestre deste ano, quando atingiu 419,1 milhões de unidades, um declínio de 2% ante o mesmo período de 2011. Trata-se da primeira queda depois da crise de 2009.

Não é que se trate do fim dos tempos. Mas esse mercado em que a estabilidade não existe começa a ficar cada vez mais disputado, com ambiente de vendas anuais de cerca de 1,6 bilhão de aparelhos por ano.

“A briga é decidida por detalhes e quem comanda o bom desempenho de uma empresa é o consumidor, motivado por itens como força da marca, plataforma e preço. Isso até que outro modelo chegue e mude toda concepção”, diz Fernando Belfort, analista sênior de mercado de telecomunicações da Frost e Sullivan.

E novos modelos chegam aos montes todos os dias. Não à toa, até a Apple, que já faturou US$ 150 bilhões apenas com o iPhone, não escapa das guinadas que o mercado dá.

A demora no lançamento da nova versão do iPhone abriu uma brecha para a concorrente Samsung fazer do Galaxy um dos queridinhos do público. Resultado: os lucros de uma subiram e os da outra ficaram aquém do esperado.

Segundo Belfort, a escolha por um determinado aparelho é motivada por status e funcionalidade. Além disso, também há uma briga entre plataformas: a IOS, Android e BlackBerry, afinal desde a chegada dos smartphones os celulares deixaram de ser itens para se comunicar apenas pelo serviço de voz.

Curto reinado

Ao mesmo tempo que que marcas como Samsung e Apple ganham a preferência dos clientes por identificar as necessidades e desejos dos consumidores modernos, nomes como Motorola, que já foi líder no setor, deixaram de ser relevantes.

Mesmo sendo pioneira no desenvolvimento de produtos, como celular com flip, a empresa não conseguiu sustentar o avanço dessas tecnologias, nem se enquadrar no segmento de smartphones.

Empresas como RIM e Nokia também têm enfrentado maus bocados por conta do fracasso na área e penam para se readaptar às novas exigências depois de terem insistido em modelos e sistemas operacionais que não agradaram.

Apesar de ser a Nokia manter o status de empresa que mais vende celulares na América Latina, a companhia anunciou um plano de corte de custos, incluindo 10 mil demissões e o fechamento da unidade de Salo, a última grande instalação de produção de telefones celulares no oeste europeu.

Uma consequência da perda da liderança mundial este ano, após 14 anos no topo, para a Samsung.

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